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ESCOLAS DE SAMBA DO ESPÍRITO SANTO

Tudo começou com o "Rominho da Fonte Grande", organizando a "Unidos da Piedade", com a maioria do pessoal da "Chapéu de Lado". Foi uma grande novidade naquele ano, com seu ritmo diferente e seu enredo apresentando-se com toda a pompa. Também no Rio de Janeiro era a Mangueira, a Estácio e outras que iniciavam o carnaval carioca, que chegou a esse grande espetáculo, atraindo gente do estrangeiro para ver o que é considerada a maior festa do mundo. As escolas desceram do morro para o asfalto, a princípio na Praça 11, com suas alegorias críticas. Mas, na ditadura de Getúlio, houve intervenção e sequer elas podiam ser registradas com o nome de Escola. A não ser acrescentando a expressão Grêmio Recreativo Escola de Samba.

Os sambas só podiam ser de exaltação ao Brasil, quando foi organizada a Federação das Escolas sob a presidência de um coronel. O folclorista Édison Carneiro escreveu a história das escolas desde o início, registrando que a sua origem se deu com o ritmo das folias de reis e dos lundus com as chulatas. Várias escolas forma organizadas pelo povo do subúrbio, seguindo as mesmas normas das escolas cariocas, com seus enredos e alegorias.

Hoje, a preparação de uma escola de samba é uma ciência, que envolve muita gente em cada setor, desde o enredo, os figurinistas, os mestres de harmonia, a bateria, os preparativos pelas alas com suas posições e seus chefes, os ensaios supervisionados, a posição de cada ala, composta de gente de todo o tipo de atividade profissional - médicos, advogados, professores, com suas respectivas famílias, todos fiéis à sua escola. O carnaval capixaba nada fica devendo aos de outros lugares. Há muitos Joõezinhos Trinta por aqui, no anonimato.

Logo após um carnaval, eles já começam a trabalhar para o próximo. Os enredos são discutidos e estudados. Começa-se por aí. Depois de escolhido o enredo, entram em ação os compositores, que fazem o samba e o submetem a julgamento e, em seguida, os figurinistas. Na Independente de São Torquato, certa vez procuraram um pesquisador para fazer um enredo folclórico e ele teve de proferir uma palestra para os compositores sobre como era o folclore capixaba.

No dia do ensaio do samba vitorioso, o pesquisador caiu de costas pela descrição e pela beleza do samba, concluído com o refrão: Ticumbi, ticumbi. Ticumbi fenomenal. Ticumbi, ticumbi, de fama nacional. O desfile não é nada fácil no seu deslocamento. Unidos da Piedade, Novo Império, Independentes de São Torquato, Mocidade da Praia, Unidos de Jucutuquara e todas as demais que enriquecem o desfile e passam por uma coisa de doido. Cada ala tem o seu chefe, que conhece o roteiro.

São milhares de pessoas a se juntarem dentro de uma rígida organização, com tempo determinado, alegorias, tudo previsto, controlado e comandado: ritmo, som, bailado, evolução, posição de cada ala, obediência, amor, paixão, cores da escola a serem honradas, comissão de frente, figurantes, destaques, carros deslizando. Tudo isso é uma grande demonstração de capacidade de nosso povo, englobando gente de toda a espécie, onde não há discriminação entre doutores e doqueiros, médicos com suas famílias junto com o povaréu. É a maior demonstração de democracia.

Fotos dos desfiles das Escolas de Samba Capixabas


GRES Mocidade Unida da Glória (MUG)


GRES Novo Império


GRES Unidos da Piedade


GRES Unidos de Jucutuquara


GRES Andaraí


GRES Independentes de Boa Vista

 

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