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URUCUM
O urucum
é uma planta originária da América do Sul, mais especificamente
da região amazônica. Seu nome popular tem origem na palavra tupi
"uru-ku", que significa "vermelho". De suas sementes extrai-se
um pigmento vermelho usado pelas tribos indígenas brasileiras e peruanas
como corante e como protetor da pele contra os raios solares intensos. Hoje
ele é usado amplamente na indústria alimentícia como corante
de diversos produtos.
Os índios Iauanauá vivem em três aldeias no Oeste acreano, uma das regiões mais recônditas da Floresta Amazônica. De Tarauacá, o povoado mais próximo, até a reserva indígena, são dez dias de barco. Mesmo no isolamento de matas e rios, eles estão conectados ao comércio mundial. Desde 1995, os iauanauá são fornecedores exclusivos de urucum para a Aveda, empresa de cosméticos naturais dos Estados Unidos, comprada recentemente pela francesa Estée Lauder.
O urucum Iauanauá é usado na fabricação de um batom especial, vendido na Europa e nos Estados Unidos como produto genuinamente natural e de alta qualidade. O pó do urucum está sendo testado ainda num tipo específico de condicionador de cabelo.
Nomes Populares: Urucum, Colorau, Urucu e Açafroa.
Nome Científico: Bixa orellana L. / Família das Bixáceas
Utilização e Origem: Utilizada pelos índios brasileiros para proteger a pele dos raios solares e como repelente de insetos, o urucum tem sua origem na América Tropical.
Partes usadas: Sementes e folhas. Para obter o pó das sementes, esmague-as num pilão de madeira.
Características
e Cultivo: Arvoreta de até 10 metros de altura, floresce e dá
frutos espinhudos de até 3 cms em janeiro/fevereiro e junho/agosto. Dentro
dos frutos se encontram as sementes que podem ser verdes ou vermelhas. Para
cultivo, semear em sacos e transplantar após 4 a 6 meses da germinação,
à distância de 5 metros. Frutifica após 3 anos. Gosta de
sol pleno, clima úmido, solos férteis e ricos em matéria
orgânica; ressente-se de geadas.
Uso
Medicinal: O chá das sementes tem ação digestiva
e expectorante, com ação laxante. A infusão das folhas
também atua contra bronquite, faringite e inflamação dos
olhos.O pó é digestivo, laxante, expectorante, febrífugo,
cardiotônico, hipotensor e antibiótico, agindo como antiinflamatório
para contusões e feridas. As sementes são expectorantes, utilizadas
em moléstias do peito. O urucum também é utilizado para
afecções do coração. A tintura do urucum é
usada como antídoto do ácido prússico (veneno da mandioca).
Decocto laxante: 3 gs em 300 ml de água por 10 minutos.
Tome uma xícara após as refeições.
Infusão de Urucum: 10 a 15 gs de sementes em 1 litro
de água fervente, em infusão por 15 minutos.
Uso na Cosmética: Índios americanos usavam o
urucum como protetor solar, repelente e para fins estéticos (tinta vermelha)
Óleo de urucum para beleza e proteção da pele : 50 gs de
sementes de urucum / 250 gs de óleo de amêndoas ou algodão
ou soja. Deixar a mistura em banho-maria por 2 horas.
Utilização:
Uso
caseiro: Como repelente, apesar de manchar roupas e tingir a pele é
eficaz. Dilua 1 col de chá de pó em 100 ml de óleo puro
ou glicerina. Espalhe pelo corpo.
Uso culinário: Usado como corante alimentício, tem também propriedades conservantes ( o popular colorau). O urucum é um dos únicos corantes que não fazem mal à saúde; contém cálcio, potássio, ferro, fósforo, vitaminas A, B2 e C.Até 1 g pode ser ingerida para repor carotenos e beta carotenos. As sementes verdes dão corante amarelo, as vermelhas dão o corante vermelho conhecido como colorau.
Uso mágico: A tintura corporal vermelha acompanhava os índios nos momentos de guerra ou de forte vibração (por ocasião das comemorações coletivas).